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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 6

A paz inquieta de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja em nosso coração!
Que Deus nos abençoe e nos ensine Sua doutrina!

Apesar da demora (quase um mês) hoje terminamos os slides de nosso módulo básico 03, GRUPO DE ORAÇÃO (GO), e trataremos do terceiro momento do GO que infelizmente apenas poucos grupos colocam em prática, o grupo de perseverança (GP). Talvez seja um ponto em que precisamos verificar e que seja a causa da falta de servos em muitas regiões do país, já pensou nisso?

Este capítulo é bem extenso e trataremos os seguintes tópicos:

1 INTRODUÇÃO - "Não basta despertar a fé e promover a experiência de pentecostes". Precisamos alimentar as ovelhas do Senhor com alimento sólido, uma formação catequética que responda a formação querigmática e as faça crescer na fé e na vivência da vida cristã. Portanto, o GO precisa de momentos distintos para os iniciantes e para os perseverantes.

2 CONSIDERAÇÕES GERAIS - o GP é um chamado a começar um caminho de crescimento. Pessoas que já passaram pela experiência do amor de Deus, que tenham feito pelo menos o Seminário de Vida no Espírito Santo e a Experiência de Oração, podem ser inseridas no GP em busca de um crescimento e de uma  transformação de suas vidas e do meio em que vivem.


3 ALGUMAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES A CERCA DO GRUPO DE PERSEVERANÇA - O GP é o terceiro momento do GO e não substitui a Reunião de Oração. Portanto deve ser realizado em dia predeterminado que não coincida com o GO.

O GP não é lugar de formação específica de ministérios nem de formação do módulo básico, mas de aplicação das apostilas de GP específicas da RCCBRASIL com temas voltados para a doutrina e as verdades de fé. Todo ensino ministrado no GP precisa ser embasado na Sagrada Escritura, na Santa Tradição e no Magistério da Igreja.

Um GP dura em torno de 2 horas e envolve momentos de oração com prática dos carismas, ministração ungida do ensino a ser aplicado, reflexão sobre o tema e partilha em grupo.

4 GRUPO DE PERSEVERANÇA: COMO ORGANIZAR - O coordenador do GP é o próprio coordenador do GO ou o coordenador do ministério de formação do GO e se destina a todos os membros que já tenham passado pelo seminário de vida no Espírito e pela experiência de oração. Isto inclui o coordenador e o núcleo de serviço também e todos devem ser convidados a participar diretamente pelo NS.

As reuniões duram em torno de 2 horas e em dia predeterminado, podendo ser semanal ou quinzenal. Apesar do ensino poder ser feito para todos os participantes os grupos de partilha devem ser de no máximo 12 pessoas e cada um deve ter um membro do ministério de formação que será o pastor deste pequeno grupo. O ministério de formação precisa se reunir periodicamente e planejar o andamento e crescimento do GP. Além disto, o coordenador ou um representante do MF deve fazer parte do núcleo.

5 LÍDERES EM POTENCIAL - O GP é o lugar propício para o desenvolvimento de líderes e futuros servos/coordenadores, por isto é importante sua aplicação e sempre analisar características que demonstram esta liderança: prático, curioso, mediador, sintetizador, proponente de ideias, etc.

6 FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA - O GP se baseia em Atos dos Apóstolos 2, 42-47, tendo por pilar 4 pontos: perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e na oração.

7 COMO LIDAR COM PROBLEMAS NO GRUPO DE PERSEVERANÇA - Alguns problemas são bem comuns em GP's e precisamos aprender a lidar com eles. Os mais comuns são: retomar o assunto, motivar o grupo como um todo, controlar os que falam muito, o silêncio, não dar respostas prontas, assuntos controversos, quando o grupo é apático, etc.

8 FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA - Alguns documentos da Igreja vão ressaltar a importância da formação:
a - Documento 53 da CNBB, números 36 e 37;
b - Apostolicam Actuositatem, 28;
c - Documento 61 da CNBB, números 289;
d - Discurso de João Paulo II a Comissão Italiana da RCC em 4 de abril de 1998;
e - Christifideles Laici, 60 - "É urgente a formação doutrinal de todos os fiéis, seja para o natural dinamismo da fé, seja para iluminar com critérios evangelizadores os graves e complexos problemas do mundo contemporâneo";

9 CONCLUSÃO

Ufa, que capítulo grande, mas valeu a pena!

Com isto terminamos mais uma apostila do módulo básico. Vamos em frente e não paremos aí, pois nosso chamado é ensinar!

Estou rezando para ver como farei os ensinos da formação humana aqui no blog, acredito que será por vídeo, mas ainda estou decidindo. Até lá, conto com as orações de vocês!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 5

Paz de Jesus irmãos e irmãs!
Que Deus nos abençoe e nos capacite para o serviço!

Indo agora para o último capítulo que trata sobre a reunião de oração (RO), o quinto capítulo do módulo básico 03, GRUPO DE ORAÇÃO (GO), vamos falar dos serviços na RO, também chamados de ministérios

Este capítulo também possui 3 tópicos:

1 INTRODUÇÃO - Todo grupo de oração precisa de pessoas que se unem em uma equipe para desempenhar uma determinada função vital para o grupo. Essa equipe movida por um carisma e com um objetivo único chamamos de Ministério, que quer dizer serviço.


É importante aqui explicar que todos os servos da RCC devem passar pelo processo formativo da RCC que envolve a fase querigmática (seminário de vida no Espírito Santo, experiência de oração e aprofundamento de dons), a fase catequética do módulo básico de formação e a fase catequética de formação específica, onde serão formados os servos em cada um dos seus ministérios.

2 ALGUMAS EQUIPES DE SERVIÇO DA RO - Algumas equipes de serviço mais comuns:

a - Equipe de arrumação - é a equipe responsável por arrumação do local, higiene, cadeiras, ambão, altar, enfim, por toda a estrutura do local. Não é um simples acessório para colocar os iniciantes mas um serviço ao Senhor. Ao fim da reunião é necessário arrumar o local novamente;

b - Equipe de acolhimento e recepção - responsável pela acolhida na porta do local, sem discriminação ou privilegiando alguns participantes em detrimento a outros. Essa equipe também precisa reportar ao coordenador do grupo as ovelhas que estão faltando as reuniões de oração;

c - Ministério de música - aqui não se refere apenas aos ministérios completos com todos os instrumentos, mas a equipe responsável pela música na reunião de oração. É importante que os membros estejam em unidade com a coordenação e que sejam humildes, obedientes e que se preocupem mais em ensinar os participantes a cantar que simplesmente cantar como se fosse um show;

d - Ministério para as crianças - a equipe que faz bem mais que cuidar das crianças durante a RO, mas realmente ministra um grupo de oração infantil com os pequeninos, tendo um projeto específico de evangelização para eles;

e - Ministério de intercessão - apesar do núcleo ser o primeiro intercessor do núcleo é importante ter uma equipe fixa que se coloque na brecha, que esteja em constante oração pelos membros do GO e se reúna ao menos 1 vez na semana por esta intenção.

f - Ministério de pregação - embora sempre possamos chamar irmãos de outros grupos para pregar em nossas reuniões de oração, é importante que cada grupo de oração tenha uma equipe de pregação que poderá revezar com o núcleo as pregações da RO. Em relação a pregadores de outras dioceses, é importante solicitar uma autorização prévia dos coordenadores diocesanos antes destes convites;

g - Ministério de oração por cura e libertação - profundos intercessores que prestam atendimento aos participantes e servos do GO, clamando a Deus a cura e a libertação dos mesmos. Podem realizar o atendimento antes ou depois da RO ou, caso seja necessário, em outros dias predeterminados.

3 CONCLUSÃO

Logicamente estes não são os únicos ministérios e equipes de serviço na RO. Podemos citar o ministério de formação, responsável pela formação do módulo básico e pelo GP, o ministério de comunicação, o ministério de promoção humana, o ministério jovem, etc.

Com este slide, terminamos os capítulos que falam da RO embora não esgotemos o assunto. No próximo capítulo falaremos do grupo de perseverança, o terceiro momento do GO. Nos encontramos lá!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 4

Paz de Jesus irmãos e irmãs!
Que Deus nos abençoe e nos ensine a orar!

Indo agora para o capítulo 4 do módulo básico 03, GRUPO DE ORAÇÃO (GO), aprofundemos nos "Elementos da reunião de oração" que não podem faltar em nossa RO. Também será um tempo oportuno para verificarmos o que não é parte de nossas reuniões e que muitas vezes inserimos, deixando de lado nossa espiritualidade.

Este capítulo possui apenas 3 itens, que são:

1 INTRODUÇÃO - O Espírito Santo quer conduzir a vida de todo cristão e para isto precisamos fazer com que toda reunião de oração leve as pessoas a experimentarem esta graça. Porém, pra que isso aconteça, precisamos gerar um clima favorável de interiorização em nossas reuniões que por sua vez é gerado pelos elementos que destacaremos abaixo.

2 ELEMENTOS DA REUNIÃO DE ORAÇÃO - Alguns elementos merecem destaque na RO:

a - O louvor - é a oração por excelência, onde se reconhece que Deus é Deus e o nosso nada diante do tudo! Deve ser realizado mesmo no sofrimento e nas dificuldades, sendo que o dirigente deve incentivar a assembleia a louvar o Senhor, mesmo na simplicidade;


b - Oração em línguas - o carisma que nos abre aos outros carismas, proporcionando a unidade na oração. Não deve ser imposto nem induzido, mas pode ser incentivado. Quanto mais espontâneo, melhor será o andamento do louvor;

c - O canto - o canto alegra nosso coração e facilita o louvor e o andamento da reunião, porém é necessário que esteja em harmonia com o rhema e com o momento da reunião que é vivido. Evite-se também que a reunião se torne um show, onde a assembleia assiste ao ministério cantar e não canta junto;

d - O silêncio - o silêncio é importantíssimo quando colocado de maneira acertada durante a reunião, especialmente após a oração em línguas e a pregação, para o acolhimento e manifestação dos carismas

e - O ato penitencial - não é aqui um momento sacramental, mas para reconhecermos que somos pecadores e necessitados da misericórdia de Deus.

f - A pregação querigmática - momento de especial importância da reunião de oração, pois leva as pessoas a conhecerem o Senhor e responderem a Ele com a sua vida, seja louvando, orando, pedindo, clamando ou se convertendo.

A pregação precisa seguir o querigma (amor de Deus, pecado, salvação em Jesus Cristo, fé e conversão, Senhorio de Jesus, cura interior, batismo no Espírito Santo, comunidade, etc.), pois proporciona a experiência de Deus. Na RO não cabem ensinos e catequeses, estes tem seu lugar no grupo de perseverança (GP);

g - Testemunhos - glorificam a Deus e aumentam a fé dos participantes, porém é preciso tomar cuidado com os irmãos que sempre querem testemunhar. É bom sempre que possível ouvir o testemunho que será dado para que se faça as possíveis orientações e verificar se realmente é um testemunho da RO.

h - Avisos - devem ser breves, claros e resumidos, de preferência feitos pelo ministério de comunicação, quando houver este ministério no GO.

Quero aqui também incluir o Momento Mariano, que pode ser feito no início da RO, conforme as orientações para núcleos feitas no livro "Orientações para núcleos de grupos de oração da RCC". Além disto, quero inserir a importância do Ciclo Carismático de Oração, que quando aplicado dentro do grupo de oração gera um clima favorável para manifestação dos carismas. O mesmo ocorre na oração que antecede a pregação e pode ser feito também na oração de resposta a pregação. Posteriormente quero fazer um ensino e um vídeo exclusivo sobre este ciclo.


3 CONCLUSÃO

Assim concluímos mais um capítulo sobre GRUPO DE ORAÇÃO e avançaremos para o capítulo 5 onde trataremos dos ministérios no GO. Te espero lá!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 3

Paz de Jesus irmãos e irmãs!
Que Deus nos abençoe e nos conduza para podermos melhor conduzir o que Ele nos confia!

Seguindo em frente com a apostila de GRUPO DE ORAÇÃO (GO), vamos para o capítulo 3 em que trataremos da "Preparação e condução da reunião de oração". Assim poderemos cumprir com zelo e amor a missão tão importante que Deus nos confiou: fazer da reunião de oração um lugar privilegiado para a graça do batismo no Espírito Santo.


Vamos aos assuntos deste capítulo:

1 INTRODUÇÃO - A condução da oração da RO é feita por um membro do núcleo discernido na reunião do NS. Devemos ter sempre em mente que embora estejamos ordenando uma RO com a condução não estamos tirando a liberdade do mover do Espírito Santo.

2 PREPARAÇÃO - Infelizmente é realidade em muitos lugares a falta de preparação da RO, sobre o pretexto de uma "grande confiança no Espírito Santo" mas que algumas vezes esconde uma certa preguiça e preconceito em relação a planejamentos. Precisamos ter zelo e dedicação para com nosso GO.

Entre os itens que devemos preparar para a RO, podemos citar:

a - O local - apesar de parecer ínfimo, o local onde a RO acontece deve ser preparado de maneira satisfatória, sendo que muitas vezes a equipe que chamamos de arrumação acaba sendo a primeira que criamos no GO. Entre os itens necessários, podemos citar a arrumação das cadeiras em número suficiente para os participantes, a limpeza e higiene do local, existência de água potável para consumo, banheiros, mensagens evangelizadoras espalhadas pelo local ou entregues na acolhida e o aparelho de som. Este último é de suma importância, pois muitas vezes as pessoas já estão sentadas aguardando o início da RO e ainda estamos afinando os instrumentos e escolhendo cânticos, o que deve ser evitado;

b - A intercessão - oração prévia pelo pregador, pelos participantes, pelo condutor/dirigente, pela reunião em si. As moções inspiradas por Deus devem ser passadas ao coordenador que juntamente com o núcleo discernirá a aplicação das mesmas;

c - O Rhema - é o princípio norteador da RO que o Senhor inspirou no núcleo. Este princípio, que pode ser uma palavra, uma passagem bíblica, uma visualização, deve nortear toda a RO e os serviços nela realizados, como a acolhida, a música, a condução, a pregação e os testemunhos;

d - Oração antecedente da equipe - A equipe de serviço (núcleo e ministérios) precisam ser os primeiros a chegar na RO, pois além de organizarem o local poderão rezar previamente juntos pela RO e rezar pelos que estarão a frente da condução, da pregação, da animação, etc.

Todos estes itens precisam ser feitos antes da RO, com zelo, amor e sem murmuração.

3 CONDUÇÃO - Podemos dividir a oração da RO em 4 momentos:

a - Preliminares - Em alguns casos, antes do início da RO, alguns participantes começam a chegar e não podemos simplesmente deixá-los esperando. Portanto, o ideal é termos neste momento algumas canções (lembra que falamos de passar os instrumentos antes da RO?) ou quem sabe um CD com músicas que serão usadas na reunião. Alguns grupos usam deste momento para rezarem o Santo Terço. A prática é louvável e cria um clima de oração prévio a reunião, porém é necessário enfatizar que o Santo Terço não faz parte da RO e que não é um elemento da mesma. Portanto, a RO começa com o próximo momento;

b - Animação - A animação é parte importante da RO, pois através dela as pessoas vão se abrindo e abandonando tensões e sentimentos que carregam em seu interior. Porém, as músicas escolhidas precisam ser de acordo com os participantes da reunião e buscando sempre a interiorização, levar as pessoas a entrarem em sintonia com Deus e ao louvor. O ideal seria fluir de músicas animadas para músicas moderadas e então para músicas lentas, de oração. A partir destas músicas lentas entraria o papel do condutor;


c - A oração, o papel do dirigente/condutor - O dirigente é alguém do núcleo ou discernido pelo núcleo para a condução a oração da RO. Seu papel é auxiliar a assembleia a orar e direcionar esta oração. O núcleo deve auxiliá-lo, porém sem atropelar ou menosprezar sua liderança. Neste momento são conduzidos os elementos da reunião que trataremos no próximo capítulo, onde ao fim da condução teremos a pregação querigmática, retornando em seguida para a oração de resposta a pregação que poderá ser conduzida pelo pregador, pelo condutor ou por ambos. Em muitos locais já se adota a presença de 2 condutores para facilitar a condução da oração.

Alguns pontos são importantes para uma boa condução: Entender que a condução não é momento de oração pessoal do dirigente, buscar ser equilibrado (nem ativo nem passivo demais em sua condução), evitar introduções longas e ordens incompreensíveis, ter calma e controlar de sua ansiedade e evitar a fragmentação da moções.

Alías, precisamos sempre ter em mente que a RO é um único momento de oração que se inicia no Núcleo de Serviço e que se concretiza no momento final, dos avisos e despedida. Portanto, precisamos a todo custo evitar as quebras e a fragmentação das moções. Por isto, todos os envolvidos devem estar em unidade e cientes do Rhema que o Senhor inspirou.

d - Sucedentes - Após a pregação e a oração de resposta a pregação temos os apêndices, os avisos, os testemunhos, as vezes o acolhimento dos novos participantes. Outro ponto importante é a síntese e a vivência, onde com uma única mensagem podemos relembrar o que o Senhor realizou e propor um compromisso para a semana. Por exemplo, se o rhema foi pecado, podemos dizer "hoje o Senhor nos levou a renunciar o pecado em nossas vidas. Vamos todos juntos nos comprometermos a buscarmos a confissão esta semana e evitarmos o pecado a todo custo!";

4 CONCLUSÃO

A condução exige prática, abertura e docilidade ao Espírito Santo. Tenho conhecimento que uma certa unidade da federação (conto o milagre mas não o santo, hehe) está realizando oficinas e encontros para condutores e dirigentes de RO e que o projeto está sendo estudado pelas instâncias superiores. Rezemos e intercedamos pois um serviço tão importante precisa ser tratado como prioridade em nosso movimento. No próximo slide veremos os elementos que fazem parte da RO. Fiquemos firmes na fé, irmãos e irmãs!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 2

Paz de Jesus irmãos e irmãs!
Que Deus nos abençoe e nos faça comunicadores do Batismo no Espírito Santo!

Continuando nossa apostila de GRUPO DE ORAÇÃO (GO), iniciamos agora os capítulos que tratam do segundo momento do GO, a reunião de oração, assunto tão importante que abrange 4 capítulos de um total de 6 da apostila.

Neste capítulo trataremos do tema "A reunião de oração: Conceito, finalidades e características". Vamos aos tópicos deste capítulo:

1 INTRODUÇÃO - A reunião de oração (RO) é um momento privilegiado para a comunicação do Batismo no Espírito Santo e a consequente experiência de Deus. Nossos bispos vão nos apoiar na criação e manutenção de RO's através do Documento de Aparecida, número 362.

Esperamos em novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da
desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda
do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso,
é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária
que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível
um atraente testemunho de unidade “para que o mundo creia”(Jo 17,21).

Um destes espaços calorosos de oração que busca um novo Pentecostes é a Reunião de Oração, que acontece por meio do mover do Espírito Santo, embora isto não queira dizer de maneira indefinida e desordenada.

2 CONCEITO - Para definir o que é a RO precisamos primeiro definir o que ela não é. Ela não é:
a - Uma aula, portanto não cabe nela ensinos ou momentos de formação;
b - Um grupo de discussão, onde se envolva em debates e opiniões;
c - Uma sessão de terapia, um lugar onde vamos apenas para repor as energias. Embora na RO tenha também seu caráter de renovação, o foco da mesma não pode se restringir a isto;
d - Uma reunião social, para encontrar os amigos apenas;
e - Uma reunião eclesial divergente a proposta, substituindo os elementos da RO por outros elementos benéficos mas que não condizem com a espiritualidade carismática.

3 FINALIDADES - Podemos indicar 4 finalidades principais de uma RO:
a - Para louvar o Senhor;
b - Para proporcionar a experiência do batismo no Espírito Santo, elemento básico de nossa identidade;
c - Para evangelizar querigmaticamente;
d - Para construir a comunidade cristã;
Este pode ser o critério para avaliação posterior no NS, se estas finalidades foram atendidas na RO.

4 CARACTERÍSTICAS - Podemos também citar algumas características de uma RO:
a - Cristocêntrica, centrada na pessoa de Jesus Cristo;
b - Carismática, afinal somos a RCC e um dos elementos básicos de nossa identidade também é a prática dos carismas;
c - Fraterna e alegre;
d - Espontânea e expressiva, embora não deixe de ser...;
e - Ordenada, com a orientação de algum condutor ou dirigente;

5 CONCLUSÃO

Podemos perceber que a RO tem tudo para levar as pessoas a viverem um pentecostes pessoal, desde as suas características até suas finalidades. No próximo slide veremos como preparar e conduzir uma RO. Perseveremos, perseveremos e perseveremos!!!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"

Slide - Apostila MB 3 - Grupo de Oração - Capítulo 1

Paz de Jesus irmãos e irmãs!
Que Deus nos abençoe e nos conceda a graça de um Pentecostes Pessoal diário!

Iniciando mais uma apostila, apesar da demora, hehe! Sinto pelo atraso mas tem sido momentos de muitos ensinos. Meu estado tem despertado para a importância da formação. Aleluia!

Começando agora apostila de GRUPO DE ORAÇÃO, uma das mais importantes do módulo básico, afinal a Renovação Carismática Católica existe para e em função dos grupos de oração.

Este módulo é composto por 6 temas, tratando desde as características, momentos, elementos, ministérios, componentes, enfim, tudo que envolve a célula básica da RCC. Apesar disso, acredito que a mesma será atualizada em breve, pois alguns assuntos tem-se mostrado ao longo dos últimos anos necessários de aprofundamento. Um exemplo seria a condução do grupo de oração (chamaremos nestes slides de GO) e o papel do condutor.

O primeiro capítulo, cujo tema é "O Grupo de Oração", vai aprofundar principalmente no primeiro momento do GO e na pessoa do coordenador. Vamos a ele:

1 INTRODUÇÃO - A apostila vai definir grupo de oração como "a célula fundamental da Renovação Carismática Católica" e como o "cenáculo de Pentecostes dos dias atuais", o lugar onde se cumpre a promessa do Pai.

Uma linda definição que envolve uma grande responsabilidade, pois cabe a cada um de nós fazer com que este pentecostes aconteça. Aliás, esta é a missão do GO, como nos ensina padre Alírio: o objetivo do GO é levar os participantes a experimentar o pentecostes pessoal.

Podemos contextualizar um GO com o capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, onde podemos verificar o acontecimento dos seus 3 momentos:
a - O Núcleo de Serviço (NS) - Em Atos dos Apóstolos 2, 1-4;
b - A Reunião de Oração (RO) - Em Atos dos Apóstolos 2, 5-41;
c - O Grupo de Perseverança (GP) - Em Atos dos Apóstolos 2, 42-47;
Ao longo do módulo aprofundaremos em cada um dos momentos do GO.

2 O COORDENADOR DO GRUPO DE ORAÇÃO - Todo grupo de oração precisa ter um servo coordenador que, junto com o núcleo, será responsável pelo mesmo. O modelo ideal de coordenador é sempre Jesus e quanto mais íntimo e unido a Jesus, melhor.
Algumas características precisam estar presentes em um coordenador de GO: Aberto, acolhedor, organizado, obediente, de boa intenção, um bom pastor, caminha no Espírito, trabalha em equipe, tem zelo, ordem, compromisso, pontualidade, perseverante em todos os momentos do GO, conhecedor da Doutrina da Igreja, etc.
Além disso, precisa incentivar todos a crescer, formar coordenadores e servos melhores que ele, não resistir a mudanças e não ter apego a cargos.

3 O NÚCLEO DE SERVIÇO - O núcleo é o primeiro momento do GO, onde alguns servos escolhidos experimentam o cenáculo antes dos demais participantes do GO, ouvindo do Senhor aquilo que Ele deseja para o mesmo. Sua reunião deve ser semanal, em dia e horário pré-determinado e que não ocorra no mesmo dia da reunião de oração (RO). Além disto, a reunião do NS é restrita aos seus membros.
O NS é composto pelo coordenador do GO, o último ex-coordenador do GO e os coordenadores/representantes de cada um dos ministérios que atuam no GO. Além destes, podem ser convidados outros participantes que apresentam características necessárias para compor o núcleo, que são as mesmas características necessárias para o coordenador, explicadas anteriormente.

Outro ponto importante é assegurar que as lideranças da RCC perpassem todo o processo formativo da RCC, tanto a fase querigmática quanto a fase catequética.

Entre as funções do NS, destacamos:
a - Avaliar a RO e o andamento do GO. Importante salientar que não se avalia as pessoas e sim o serviço desempenhado e podemos adotar alguns questionamentos para este processo: O que ocorreu na verdade? Quais as causas de tal acontecimento? Como sanar as causas do que não foi bom?
b - Pastorear, acompanhar e assistir os participantes;
c - Revezar-se na condução da RO como dirigente;
d - Interceder pelo GO e seus participantes. Apesar de muitos GO ter o ministério de intercessão, precisamos entender que o primeiro intercessor do GO é o próprio núcleo;
e - Preparar as RO. Não podemos ter a prática de "na hora o Espírito conduz", usada muitas vezes como desculpa para não planejarmos a RO. Sim, cremos que Ele conduzirá tanto o planejamento e preparação quanto a RO, mas precisamos fazer a nossa parte, como diz em Colossenses 3, 23-24;
f - Gostaria também de acrescentar como função o "abastecer" os membros do NS, fazendo-os experimentar o pentecostes pessoal e chegar totalmente abastecidos e transformados na RO.

4 O SERVO DE JESUS NO GRUPO DE ORAÇÃO - Apesar de inserido em um GO, o servo (seja ele do NS, coordenador ou de ministério) serve a Jesus e, conforme a Palavra diz, deve: Renunciar a própria vontade (Mt 16,24s), fazer a vontade do Mestre (Jo 5,30), permanecer em Suas mãos (Pv 12,1), depender totalmente Dele (Mt 6,24-34), servir sem discriminação (Mt 20,25-28), com alegria (Sl 99) e onde for chamado (Lc 17,7-10).

5 MINISTÉRIOS NO GRUPO DE ORAÇÃO - Um ministério é um serviço específico dentro do GO que visa servir a comunidade e assim crescer em seu apostolado. Devem ser formados a medida da necessidade e realidade do GO, sendo formados por pessoas escolhidas e chamadas por Deus que se identifiquem a a espiritualidade da RCC e que estejam ao menos inseridas no processo formativo (ao menos ter concluído o módulo básico que chamamos de emergencial, Identidade da RCC, Carismas e Grupo de Oração).

6 FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA - Podemos aqui citar alguns documentos da Igreja que exemplifiquem tudo que acabamos de relatar:
- Apostolicam Actuositatem, 3;
- Evangelli Nuntiandi, 5;
- Christifidelis Laice, 58;
- Catecismo da Igreja Católica, 2003;
- Lumen Gentium, 12 - "Além disso, o mesmo Espírito Santo não se limita a santificar e a dirigir o povo de Deus por meio dos sacramentos e dos ministérios, e a orná-lo com as virtudes, mas também, nos fiéis de todas as classes, “distribui individualmente e a cada um, como lhe apraz”, os seus dons (1Cor 12,11), e as graças especiais, que os tornam aptos e disponíveis para assumir os diversos cargos e ofícios úteis à renovação e maior incremento da Igreja... Devem aceitar-se estes carismas com ação de graças e consolação, pois todos, desde os mais extraordinários aos mais simples e comuns, são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja".

7 CONCLUSÃO

Com isso concluímos o primeiro capítulo da apostila do módulo básico número 3, GRUPO DE ORAÇÃO, prioridade para nosso movimento. Falamos sobre o primeiro momento, o Núcleo de Serviço. Nos capítulos 2, 3, 4 e 5 falaremos da Reunião de Oração e no capítulo 6 do Grupo de Perseverança. Espero vocês ansiosamente!!!

Um grande abraço a todos!
"Se tem o dom de ensinar, que ensine!"